“The Economist” resiste com sucesso aos efeitos da pandemia
O sector mediático está a atravessar um período delicado, com os jornais e revistas a registarem uma quebra acentuada nas receitas. Os títulos impressos são os mais afectados, visto que a publicidade caiu, em média, 80%, mais no papel do que no digital, segundo recorda Miguel Ormaetxea num artigo inserido no “Media-tics”.
Apesar do panorama atribulado, o “Economist”, fundado há 176 anos, é um verdadeiro caso de sucesso e continua a garantir rentabilidade aos seus accionistas em plena crise mediática.
Segundo Ormaetxea, a popularidade do “Economist” deve-se à manutenção de uma linha editorial “sóbria”, com poucas fotografias e gráficos simples. Um conselho editorial nomeia o director, que não pode ser demitido sem unanimidade desse órgão. A versão impressa continua a chegar, semanalmente, a 1.3 milhões de leitores.
Mas, nem por isso, a revista deixa de se reinventar e de acompanhar as inovações da era digital. Milhões de leitores seguem as actualizações do “Economist”, através das redes sociais, e outros 500 mil acompanham as novidades do mundo económico e político através do seu canal no YouTube.
Abril 20
Além disso, a revista tem apostado nos “podcasts”, que contam com dois milhões de ouvintes por episódio, e nas “newsletters”, que são enviadas todos os meses.
No ano passado, as receitas do “Economist” chegaram aos 333 milhões de libras esterlinas, o quinto ano consecutivo de aumento. O lucro foi de 36 milhões de libras esterlinas.
É claro que a redacção está a lidar com o declínio da publicidade, cujo volume de negócios caiu de 23% para 18%. Ainda assim, esta quebra é quase insignificante, quando comparada com outras observadas no sector.
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