O Sindicato dos Jornalistas (SJ) lamentou que o governo tenha ignorado as suas propostas para o Orçamento do Estado, marginalizando “as dificuldades da comunicação social”.
Em comunicado, o SJ recordou que o sector mediático “não teve qualquer apoio directo” em contexto de pandemia, argumentando que o “adiantamento da verba destinada a publicidade institucional para o ano de 2020 serviu apenas para criar a ideia, errada, de que foram injectados 15 milhões de milhões de euros nos ‘media’, quando se tratava apenas de uma antecipação do dinheiro que já estava destinado aos anúncios do Estado”.
“Acresce o placebo que é o IVAucher para a comunicação social, pois só permite descontar IVA de jornais ou revistas comprados em livraria. Algo impraticável para o comum dos cidadãos nos dias de hoje e quando são poucas as livrarias que vendem jornais”, pode ler-se na mesma nota.
Recorde-se que o SJ havia proposto medidas, entre as quais a criação de um “voucher” de 20 euros por agregado familiar para assinaturas ou compra de jornais e revistas, o desconto do IVA de produtos de media no IRS ou a oferta de jornais ou uma assinatura digital a todos os jovens que completem 18 anos, a par de outras “medidas para as ajudar as empresas do sector ou promover a literacia entre os portugueses, especialmente nas franjas – entre os mais novos e os mais velhos”.
“Lamentavelmente, nenhuma dessas propostas teve eco no OE2022, o que demonstra a indiferença do poder político e Executivo às dificuldades do sector”, reforçou o SJ no mesmo comunicado.
Outubro 21
“As únicas verbas disponíveis para apoiar o jornalismo são destinadas à digitalização, cujas candidaturas podem ser feitas no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Admitindo alguns benefícios desse financiamento, o SJ teme que a digitalização, por si só, possa não ser suficiente para melhorar os salários e as condições de trabalho dos jornalistas”.
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