Um relatório recente revelou que existe falta de diversidade entre os apresentadores dos noticiários da televisão australiana.
A amostra foi baseada na programação de duas semanas e incluiu cerca de vinte e cinco mil itens e cento e três programas, incluindo notícias do café da manhã, do início da noite, do horário nobre, da madrugada, do fim de semana e notícias e programas de actualidades.
Gavin Fang, representante dos indígenas, diversidade e inclusão da ABC, e a rede Channel Seven argumentaram que esta metodologia constitui uma amostra demasiado pequena para tirar conclusões definitivas, uma vez que os media australianos vão muito além da televisão.
Adicionalmente, a Channel Seven mostrou alguns dos esforços que têm vindo a ser feito para recrutar “profissionais de diversas origens em todas as áreas do negócio”.
No entanto, Dimitria Groutsis, professora associada e líder do projecto, reforçou que a metodologia não deve ser posta em questão, uma vez que esta se manteve a mesma, em comparação com o ano passado, que não obteve críticas. Acrescentou, também, que, no geral, “os resultados são robustos e válidos” e que, “dessa perspectiva, essa fragmento metodológico é o mais próximo e válido possível”.
Os resultados do relatório demonstraram que houve um aumento na representação indígena desde 2020, subindo de 1.2% para 5.4%.
Porém, em relação aos cargos de liderança, a diversidade cultural diminuiu, verificando-se que apenas uma rede tem profissionais de origens indígenas, anglo-célticas, europeias e não europeias.
Novembro 22
Mariam Veiszadeh, chefe executiva do Media Diversity Australia (MDA), admitiu que as descobertas do relatório não eram surpreendentes, embora reconheça alguns dos progressos realizados. Esta argumentou, igualmente, que várias empresas dos media têm vindo a introduzir “funções de diversidade, equidade e inclusão” e que este relatório não se trata do fim, mas, sim, do início de uma jornada.
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