Onde se preconiza um exército de “fact-checkers” contra a desinformação
A jornalista brasileira Cristina Tardáguila está numa missão para construir um “exército” de verificadores de factos na América Latina e nas Caraíbas.
Em entrevista para o “Knight Center”, Tardáguila revelou que a sua principal missão é educar todos os cidadãos, para que estes comecem a identificar notícias falsas, sem terem de recorrer a “sites” jornalísticos.
Com isto, a jornalista espera travar as “vagas” de desinformação sobre o coronavírus, e prevenir o agravamento da crise de saúde pública.
A “estratégia de guerra” da jornalista passa, assim, pela promoção de “workshops”, como é o caso do curso “online” “Desinformação e Verificação de Factos em Tempos de COVID-19 na América Latina e nas Caraíbas”, que conta com o apoio do “Knight Center”.
Tardáguila irá, ainda, leccionar num projecto educativo sobre a vacinação, que conta já com o seu “próprio conjunto de boatos” e de "teorias de conspiração".
Assim, Tardáguila espera reforçar a equipa do projecto #CoronavirusFacts Alliance, que reúne 99 organizações em 43 países, incluindo o jornal português “Observador” e o projecto “Polígrafo”.
Porém, numa primeira instância, a jornalista quer garantir que os colaboradores do projecto estão preparados para desmistificar todo o tipo de “fake news”.
Fevereiro 21
Apesar dos desafios a enfrentar, Tardáguila não desiste de construir uma comunidade de verificadores, que possa combater a desinformação que é comum em grande parte do mundo.
“Precisamos, realmente, de um exército de ‘fact-checkers’ na América Latina e nas Caraíbas”, reiterou. “As nossas instituições não são tão fortes quanto as dos Estados Unidos e não são tão fortes quanto as europeias. Portanto, se não lutarmos pela verdade na nossa região, as nossas democracias vão ficar em risco. ”
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