“NYT” promove áudio ao vivo para histórias complexas
O “New York Times” começou a fazer emissões de áudio ao vivo, através da Twitter Spaces, um novo espaço da rede social, que permite partilhar conteúdos de forma inovadora.
O jornal nova-iorquino aderiu a esta plataforma no início de Janeiro, mas só em 7 de Julho, quando Boris Johnson anunciou a sua demissão enquanto primeiro-ministro, é que o título teve a oportunidade de explorar todas as potencialidades da ferramenta.
De acordo com o “NYT”, a complexa situação política britânica fez com que muitos utilizadores do Twitter levantassem questões. Por isso mesmo, a equipa de áudio do jornal aproveitou esta situação para responder a questões ao vivo.
A experiência contou com a participação de Sarah Lyall – uma correspondente do “New York Times”, especializada em política, e conhecida por “vigiar Boris Johnson” – que conduziu uma conversa sobre o tema, à semelhança do que acontece noutros programas de rádio.
O “NYT” já havia partilhado outros programas de áudio ao vivo, mas este contou com uma maior audiência. Além disso, a equipa ficou, particularmente, satisfeita com o resultado.
Como tal, a redacção deu um novo passo na exploração da informação no formato de áudio ao vivo, uma iniciativa que começou em 2020, ano em que o ‘podcast’ ganhou um novo fôlego.
Julho 22
“Todas as pesquisas da indústria mostram que as audiências norte-americanas estão interessadas em ‘podcasts’ e em ouvir as notícias”, explicou Vindu Goel, responsável pela equipa de plataformas emergentes do “NYT”.
“Por isso, achamos que o Twitter Spaces pode ser uma boa maneira de conquistar um novo público, que não esteja interessado, apenas, em ler artigos", acrescentou Elaine Chen, directora de interacção do jornal.
Até porque o formato áudio, explicou a jornalista Sarah Lyall, oferece um ambiente mais descontraído, aproximando-se de uma conversa casual entre amigos, na qual se abordam temas complexos.
“Os cidadãos querem perceber as novas dinâmicas do mundo”, disse Goel. “Agora, com o Twitter Spaces, estamos a prestar esse serviço, através de algumas das nossas melhores mentes jornalísticas”.
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