“NYT” dedica capa às vítimas do coronavírus nos EUA
Os EUA são um dos países mais afectados pela pandemia de coronavírus. De acordo com as estatísticas mais recentes da Universidade Johns Hopkins, mais de 1,6 milhões foram infectados com Covid-19 e quase 100 mil cidadãos foram vitimizados pela doença.
Para assinalar o momento trágico, e para humanizar os números, na primeira página da edição de Domingo do “New York Times” figurou, apenas, uma longa e solene lista das vítimas.
Simone Landon, editora gráfica do jornal, reiterou que quis representar o número de forma a transmitir tanto a vastidão como a variedade de vidas perdidas. "Sabíamos que estávamos a aproximar-nos deste marco [dos 100 mil mortos] e queríamos representá-lo de forma significativa.
Segundo Landon, colocar 100 mil pontos ou números página não seria suficiente, já que não adiantaria nada sobre quem eram essas pessoas, as vidas que viviam, ou o que a sua morte significaria para os Estados Unidos enquanto nação.
Maio 20
Para tal, Landon decidiu compilar obituários das vítimas do Covid-19 de jornais regionais e nacionais.
Depois, os jornalistas e os “designers” do jornal uniram esforços para encher a primeira página com nomes e excertos de biografias.
Assim, pela primeira vez, desde 1851, o “New York Times” não teve manchetes.
Esta não é, contudo, a primeira iniciativa dos “media” internacionais para relembrar as vítimas da Covid-19.
No Brasil, o projecto “Inumeráveis” serviu de inspiração para uma capa do jornal “O Globo”, que, em 10 de Maio, recobriu a sua primeira página com os nomes das vítimas retratadas pelo projecto, acompanhados de uma frase marcante sobre cada pessoa.
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