Novas restrições à liberdade de imprensa na Etiópia
Um jornalista etíope, que colabora com a agência noticiosa Reuters, foi condenado a 14 dias de prisão, embora o tribunal haja recomendado o alargamento da investigação sobre o seu trabalho.
Kumerra Gemechu, de 40 anos, trabalha como operador de câmara para a Reuters em regime de “freelancer” e foi detido na sua própria residência.
“Numa breve audiência, onde não esteve presente nenhum advogado, um juiz ordenou a detenção de Gemechu, por mais 14 dias, para dar tempo à polícia para investigar”, acrescentou a Reuters, citando a família do operador de câmara.
As autoridades apreenderam, entretanto, o material de reportagem de Gemechu.
A Reuters não confirmou a ligação entre a detenção Gemechu e o recente conflito na região etíope de Tigray, mas avançou que as autoridades tinham “acusado a Reuters e outros ‘media’ internacionais (…) de cobertura ‘falsa’ e ‘desequilibrada'” do conflito.
Dezembro 20
A Etiópia ocupa o 99º lugar entre 180 países no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras.
Além disso, o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) classificou a Etiópia como um dos países que mais detém profissionais dos “media”.
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