Noruegueses mais receptivos a pagar informação “online”
O confinamento impulsionou o consumo noticioso “online”, assim como a subscrição das versões digitais dos títulos.
Contudo, esta tendência não se verificou de forma homogénea, indica o Digital News Report 2020, da Reuters, que comparou o número de assinantes no Reino Unido, Estados Unidos e Noruega.
De acordo com o relatório, os noruegueses estão mais disponíveis para pagar as notícias que consomem na internet (42%). Nos Estados Unidos a taxa começa, igualmente, a ser significativa, com 20% dos cidadãos a subscreverem pelo menos um jornal digital.
No Reino Unido, por outro lado, os cidadãos ainda não aderiram à tendência, com apenas 5% a assinar a versão digital de um título.
Mas as diferenças não se ficam por aqui.
Nos EUA e no Reino Unido os jornais com maior número de subscritores são aqueles que pertencem a grandes marcas, como o “New York Times” ou o “Telegraph”, respectivamente.
Junho 20
O mesmo não acontece na Noruega, onde há uma maior predisposição para apoiar o jornalismo local e consumir notícias comunitárias “online”.
Da mesma forma, enquanto grande parte dos americanos e dos britânicos afirmou que nunca seria persuadido a pagar por informação digital, os noruegueses mostram-se mais abertos a essa possibilidade.
Há, contudo, factores em comum. Em qualquer um dos três países, verifica-se que a tendência para pagar por conteúdo “online” é mais habitual na geração acima dos 45 anos.
Além disso, 80% do total dos inquiridos afirmou que continuaria a pagar a sua subscrição por mais um ano.
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