Segundo o Público, que aqui citamos, “Frias Filho começou a trabalhar no jornal aos 18 anos, em 1975, como adjunto do então director Cláudio Abramo, tendo participado no processo de renovação do título, que abriu as páginas a colunistas de várias tendências, incluindo opositores da ditadura. Uma linha pluralista e crítica que Otavio Frias Filho prosseguiria a partir de 1984, quando assume, aos 26 anos, a direcção da Folha.

 

Teve iniciativas então pioneiras na Imprensa brasileira, como o lançamento de um Manual da Redacção, publicado pela primeira vez em 1984 e regularmente actualizado desde então, ou a nomeação de um Ombudsman (Provedor do leitor), em 1987, ou ainda a criação da rubrica fixa Erramos, que contribuíram para consolidar o prestígio da Folha de S. Paulo como jornal de referência.

 

“Acusado de colaboração com a repressão no início dos anos 70, o jornal assumiu desde o período final da ditadura uma postura de distanciamento crítico face aos sucessivos governos, que manteve durante os executivos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o que lhe valeu frequentes acusações de favorecer a oposição ao PT.” (...)

 

Segundo a Folha de S.Paulo, sob a direcção de Otavio Frias Filho o jornal tornou-se “o maior e mais influente do Brasil, líder em circulação e em audiência”, e “uma referência no jornalismo apartidário, pluralista, crítico e independente”.

 

Na coluna mensal que mantinha na Ilustríssima, afirmou, em 25 de Fevereiro deste ano, e sob o título  - “Jornalismo, um mal necessário”:

 

“O jornalismo, apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento sobre o nível mais imediato da realidade. Para afirmar sua autonomia, precisa cultuvar valores, métodos e regras próprios.”

 

Mais informação no Público  e na Folha de S.Paulo