A junta militar no Mali ordenou a suspensão das emissões da RFI (Rádio Internacional Francesa) e da France 24, após estes “media” terem noticiado que as decisões do exército nacional haviam afectado o bem estar dos cidadãos.
Em comunicado, o porta-voz do governo, o coronel Abdoulaye Maïga, rejeitou “as falsas alegações feitas contra a junta militar”, acrescentando que já foram iniciadas medidas para “suspender o funcionamento” de ambas as emissoras.
Por sua vez, a RFI e a France 24, ambas controladas pela France Médias Monde, que pertence ao governo francês, classificaram a decisão como “deplorável”.
Da mesma forma, o Presidente francês, Emmanuel Macron, disse condenar “uma decisão que é totalmente contrária aos valores dos cidadãos do Mali”.
Também os Repórteres sem Fronteiras (RSF) se manifestaram preocupados com a suspensão dos canais, por considerarem que esta medida irá “reforçar a ostracização do país”.
Recorde-se que o Mali foi, recentemente, palco de dois golpes militares. A junta militar recusou-se a organizar eleições para que os civis pudessem retomar o poder, e reivindicou a soberania nacional.
Março 22
Além disso, nos últimos meses, os militares revelaram a sua intenção de apertar o controlo aos “media” independentes, o que resultou na expulsão de uma correspondente francesa , poucas horas após a sua chegada ao país.
O Mali encontra-se, para já, em 99º lugar do Índice de Liberdade de Imprensa dos RSF, entre 180 países.
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