Malásia restringe liberdade de expressão e imprensa
A liberdade de imprensa continua a ser condicionada na Malásia, onde o “site” de notícias "Malaysiakini" foi multado na ordem dos 123 mil dólares, devido a cinco comentários dos seus leitores, publicados no ano passado.
À época, o procurador-geral apresentou queixas contra o “Malaysiakini” e o seu editor-executivo, Steven Gan, acusando-os de minarem a reputação do poder judiciário malásio.
A equipa do “site” assegurou, entretanto, que não poderia ser considerada responsável pelo sucedido, já que os comentários haviam sido publicados por terceiros.
O tribunal considerou, porém, que o “site” deveria pagar uma multa, ainda que Gan tenha sido ilibado de uma pena de prisão de cinco anos.
Perante este cenário, aquele responsável afirmou que toda a equipa do “Malaysiakini” ficou desiludida com a decisão e preocupada com a liberdade de imprensa e expressão no país.
Assim, Gan acredita que, com esta medida, as autoridades querem pressionar o “site” a fechar as portas.
Criado em 1999 por Steven Gan e Premesh Chandran, o “Malaysiakini”é considerado o primeiro “site” de jornalismo independente na Malásia.Por isso, ao longo de quase duas décadas, os jornalistas do “Malaysiakini” foram, em diversas ocasiões, perseguidos e detidos pelas autoridades.
Fevereiro 21
Em 2018, o “site” começou a operar com alguma liberdade, já que, nesse ano, a Organização Nacional de Malásios Unidos, que esteve no poder durante 61 anos, foi substituída por uma coligação reformista.
Contudo, com a queda da coligação, dois anos mais tarde, voltaram a ser implementadas medidas restritivas no âmbito dos “media”.
A Malásia encontra-se em 101º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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