O maior jornal da Turquia, o Hürriyet, despediu 45 jornalistas na semana passada, dos quais 43 eram membros do Turkiye Gazeteciler Sendikasi (TGS), uma afiliada da European Federation of Journalists.
Soube-se que sua demissão foi notificada por carta e que o acesso de vários jornalistas aos seus computadores e contas de e-mail ficou bloqueado.
Alguns dos profissionais despedidos denunciaram que a administração do jornal tinha como alvo o número crescente de jornalistas organizados.
Vahap Munyar, chefe de redacção do Hürriyet, afirmou não ter conhecimento dos despedimentos.
Alguns dos mais notáveis jornalistas demitiram-se, posteriormente, em protesto contra o despedimento em maciço.
O Sindicato dos Jornalistas TGS confirmou, entretanto, que 43 dos profissionais demitidos estavam filiados naquela estrutura sindical, que, aliás, estava prestes a fechar um acordo colectivo de trabalho.
Novembro 19
O presidente do TGS, Gokhan Durmus, contestou a situação, dizendo que "ninguém pode ser forçado a tornar-se membro ou a deixar de ser membro de um sindicato. É o que estipula o artigo 51º da Constituição da República da Turquia.”
"Todos sabemos que os jornalistas na Turquia estão a passar por dias deficeis e este caso é mais um ataque contra dois pilares fundamentais: a liberdade de imprensa e a liberdade de associação”, disse o presidente da EFJ, Mogens Blicher Bjerregård.
O Hürriyet, um dos mais influentes jornais da Turquia, foi comprado pelo Grupo Demirören, considerado pró-governamental, e as demissões são vistas pelos críticos como parte dos planos do governo contra a liberdade de expressão.
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