As comissões de trabalhadores (CT) da Lusa e da RTP defenderam que a agência noticiosa não pode “coabitar” com outra entidade, sob pena de se criarem relações de dependência e “potencialmente promíscuas”.Em comunicado, estas entidades afirmaram que “a autonomia editorial da Lusa deve ser defendida contra qualquer reorganização de instalações”, que proponha colocá-la no “espaço físico” de outra entidade, nomeadamente da televisão pública.A reacção das CT surge na sequência de uma reunião realizada “para avaliar o que vem surgindo na imprensa sobre as 'sinergias' preconizadas pelo presidente em exercício da Lusa e futuro presidente da RTP, Nicolau Santos”. Para as CT, estas declarações assumem “contornos ainda vagos” no que diz respeito à colaboração entre ambas as empresas, tanto na área editorial como na utilização de instalações.Para os representantes dos trabalhadores, essa ideia de coabitação “em união de facto” implica problemas de dependência e pode potenciar promiscuidades. De facto, explicaram, ”nenhuma agência noticiosa pode envolver-se em parceria privilegiada com uma rádio e televisão em detrimento das entidades que vêem essa rádio e televisão como concorrente”.“Tendo em conta o pouco que se sabe sobre estes planos, convém alertar contra qualquer veleidade de amputar, menorizar ou subalternizar o serviço público prestado pela Lusa a toda a comunicação social portuguesa”, lê-se, ainda, no documento.
Abril 21
Na mesma nota, as CT referem, igualmente, que “o futuro da Lusa não pode ser decidido por um gestor que faz parte do passado da agência: esse futuro, como o de qualquer serviço público, tem de ser preocupação do poder político”.
Os colaboradores de ambas as empresas comprometeram-se, por outro lado, a “estreitar os seus laços de cooperação, explorando todas as sinergias da luta comum”.
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