Liberdade de expressão não pode depender de oligarquia digital
No início de Janeiro, a rede social Twitter decidiu suspender a conta de Donald Trump, uma medida que se provou polémica junto de alguns líderes europeus.
A chanceler alemã, Angela Merkel, foi das primeiras a manifestar-se contra esta acção.
Num comunicado publicado na mesma rede social, um porta-voz da chanceler, Steffen Seibert , referiu que “pode ser legítimo interferir no direito à liberdade de expressão. Contudo, esta medida deve seguir as directivas governamentais, e não as regras de uma plataforma ‘online’”.
Por seu lado, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, reiterou que a “regulação do mundo ‘online’ não pode ser efectuada por uma oligarquia digital”.
Já Thierry Breton, comissário europeu, considerou que “o facto de um CEO ter a capacidade de silenciar a conta do Presidente dos Estados Unidos -- sem peso, conta e medida -- é algo desconcertante”.
Este ponto de vista é partilhado, igualmente, por Josep Borrell, alto representante da UE.
Num “post” publicado no seu “blog”, Borrell considerou que a Europa “precisa de regular os conteúdos das redes sociais, respeitando, ao mesmo tempo, a liberdade de expressão”.
Janeiro 21
Finalmente, o líder do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, afirmou que “a UE não pode permitir que as redes sociais decidam o que é ou não aceitável”.
“Não podemos deixar que as grandes empresas tecnológicas determinem como podemos ou não debater, o que pode ou não ser dito no discurso democrático. Precisamos de implementar uma regulação mais apertada”.
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