O “Monde” voltou a responder às questões dos seus leitores, através de um “chat” criado para estabelecer contacto entre a redacção e os consumidores do jornal.
Na segunda edição dessa iniciativa, que decorreu na primeira terça-feira de Maio, o vice-director do Departamento de Relação com os Leitores, Gilles van Kote, esclareceu dúvidas sobre o capital do Grupo Le Monde, sobre o modelo editorial do jornal e eventos promovidos pela publicação.
Kote começou por responder a uma questão sobre os accionistas do Grupo Le Monde, clarificando que “os proprietários da empresa não receberam quaisquer dividendos desde a aquisição do capital em 2010”, o que não deverá mudar nos próximos anos.
De acordo com aquele responsável, os lucros são utilizados para “financiar novos projetos editoriais para os títulos do Grupo”.
Kote confirmou, da mesma forma, que Jules Niel passará a integrar o conselho de administração do Fundo para a Independência da Imprensa, “para o qual serão transferidas em breve as participações do pai [Xavier Niel] em vários Grupos de imprensa, incluindo o Grupo Le Monde”.
O mesmo responsável respondeu, igualmente, a um comentário sobre a linha editorial do “Monde”, publicado por um leitor “desapontado com a fragilidade das notícias de índole internacional”.
Maio 21
Kote esclareceu que, ao contrário do que indicou o leitor, o “Monde” não depende de despachos da AFP e de comunicados da União Europeia para actualizar a sua secção internacional.
Aliás, de acordo com Kote, o “Monde” conta com a colaboração de vários correspondentes estrangeiros, “incluindo dois na China, dois na Índia e quatro nos Estados Unidos”.
Kote confirmou, por outro lado, que o “Monde” voltará a promover o Festival Internacional de Jornalismo, ainda que com algumas restrições.
Por fim, aquele responsável recordou que as questões dos leitores voltarão a ser tratadas, durante uma hora, em 1 de Junho.
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