O Grupo Le Monde publicou, recentemente, os resultados do exercício financeiro de 2021, partilhando os objectivos que foram alcançados, bem como as metas para o futuro.
De acordo com os dados divulgados, as publicações do Grupo – tais como o “Le Monde” e o “Courrier International” – registaram, no total, 48 milhões de euros em receitas de subscrição digital.
Graças a estes números, o Grupo Le Monde registou, pela primeira vez em muito tempo, um lucro operacional, que será, entretanto, reinvestido no desenvolvimento digital das revistas da empresa.
“Esta recuperação da solidez financeira é resultado de uma profunda transformação do nosso modelo económico e do peso, agora preponderante, das receitas de subscrição”, afirmaram Louis Dreyfus, Presidente do Conselho de Directores do Grupo e Jérôme Fenoglio, director do “Le Monde”
No entanto, estes números podem estar ameaçados pelo aumento acentuado dos custos de produção.
“A nossa indústria – explicaram os dois directores – vive uma inflação muito elevada devido ao aumento dos preços da energia e à duplicação, num ano, do preço do papel, a que se somam as recentes dificuldades de abastecimento”.
Assim, o Grupo traçou novos objectivos, que deverão melhorar o nível de audiências, e aprimorar o modelo de negócio.
Maio 22
Uma das novas medidas passa pelo lançamento da revista “Goût de M”, que será desenvolvida pela equipa editorial de outras publicações do Grupo.
Outra das iniciativas é o “Le Monde em Inglês”, que pretende alcançar o público anglófono, oferecendo-lhe uma perspectiva europeia.
Além disso, o “Courrier International” vai lançar novos formatos digitais, com o objectivo de estabelecer uma relação próxima do público mais jovem.
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