“ Le Monde” explica aos leitores cobertura noticiosa na Ucrânia
O “Monde” voltou a interagir com os seus leitores, através de um “chat” criado para estabelecer contacto entre a redacção e os consumidores do jornal.
Na 11ª edição desta iniciativa, que decorreu na primeira terça-feira de Março, o vice-director do Departamento de Relação com os Leitores, Gilles van Kote, respondeu, exclusivamente, a questões sobre a cobertura noticiosa do conflito russo-ucraniano.
Kote começou por recordar que os correspondentes do “Monde” chegaram à Ucrânia em 24 de Fevereiro, o primeiro dia da invasão, tendo explicado os acontecimentos através do “podcast” "L'Heure du Monde".
Neste âmbito, Kote respondeu a uma questão sobre as normas da redacção para enviados especiais, explicando que os jornalistas vão para cenários de guerra de forma voluntária, estabelecendo contacto diário com a administração do jornal, para que decidam, de forma conjunta, todos os procedimentos, consoante o nível de risco.
Actualmente, explicou aquele responsável, o “Monde” conta com a presença de sete colaboradores na Ucrânia: quatro jornalistas e três fotógrafos. Todos os repórteres têm um conhecimento aprofundado do panorama social geopolítico ucraniano, pelo que têm conseguido estabelecer contacto com diversos cidadãos, explicou Kote.
Além disso, dois dos correspondentes do “Monde” falam russo, o que facilita o processo de entrevistas, acrescentou Kote.
Março 22
Kote explicou, neste sentido, que estes jornalistas têm sido essenciais para distinguir os factos da propaganda enganosa, ajudando o “Monde” a publicar informações fidedignas sobre o conflito, evitando reproduzir a desinformação .
Por outro lado, reforçar o número de enviados especiais na Rússia e na Bielorrússia provou-se impossível, devido aos elevados níveis de “repressão e vigilância”. Ainda assim, o “Monde” continua a contar com a colaboração de um correspondente em Moscovo.
Quanto à saúde mental dos jornalistas, aquele responsável esclareceu que, de forma a protegerem-se a nível psicológico, os profissionais tendem a manter uma certa distância emocional dos acontecimentos.
No entanto, continuou Kote, o “Monde” oferece acesso a consultas de saúde mental, aos jornalistas que as requisitarem.
A nível de segurança física, todos os profissionais têm acesso a materiais de protecção e identificação.
Kote recordou, por fim, que voltará a responder às dúvidas dos leitores do jornal, na primeira terça-feira de Abril.
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