No Irão, os jornalistas continuam a ser visados pelas autoridades. Aliás, recentemente, duas jornalistas independentes e a mãe de um fotojornalista foram condenadas a cumprir penas de prisão, denunciaram os Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Uma das jornalistas, Mehrnoush Tafian, foi presa por ter realizado a cobertura noticiosa de uma manifestação civil, na sua área de residência.
A profissional Narges Mohammadi foi, por sua vez, condenada a 36 meses de prisão, 80 chicotadas e ao pagamento de uma multa.
“Desde que iniciaram uma investigação contra as minhas acções, não participei em quaisquer audiências, não recorri a um advogado e não escrevi qualquer palavra em minha defesa”, disse Mohammadi num “post” publicado no Instagram. “E claro que, apesar da minha condenação, não apareci na prisão. Podem vir buscar-me à força. E, se chegar a ser detida, denunciarei esta injustiça”.
Mohammadi, que também foi porta-voz do Centro dos Defensores dos Direitos Humanos no Irão, passou vários anos na prisão, entre Maio de 2015 e Outubro de 2020.
Desde a sua libertação, Mohammadi tem sido alvo de assédio judicial.
Outubro 21
Já a mãe do fotojornalista Soheil Arabi , Farangis Mazloom, foi intimada a cumprir um ano de prisão em Outubro, depois de ter alertado os “media” de que o seu filho havia sido detido injustamente, e que estava a ser tratado de forma “desumana”.
O Irão encontra-se em 174º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, entre 180 países.
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