Jornalistas húngaros demitem-se em “site” independente
Dezenas de colaboradores do “site” independente Index.hu apresentaram a sua demissão, por suspeita de interferência governamental na linha editorial.
“Na sexta-feira, os três principais editores do Index, Attila Tóth-Szenesi, Veronika Munk, e János Haász, demitaram-se, e outros 70 jornalistas seguiram o seu exemplo”, pode ler-se numa carta aberta publicada no “site”. “Isto porque László Bodolai, dispensou o editor-executivo, Szabolcs Dull, e recusou-se a reintegrá-lo, apesar dos apelos da redacção.”
“Há vários anos que defendemos duas condições para o funcionamento independente do Index: a ausência de influência externa sobre o conteúdo que publicamos e sobre a estrutura e composição do nosso pessoal -- continua a missiva -- O despedimento do Szabolcs Dull violou a nossa segunda condição. O seu despedimento é uma clara interferência na estrutura da nossa equipa e consideramo-lo uma estratégia de pressão exterior”.
No início deste ano, um empresário pró-governamental adquiriu uma acção na “holding Index”. Entretanto, a equipa do jornal havia emitido um aviso aos seus seguidores, alertando que a sua independência editorial estaria em risco.
Julho 20
Em declarações prestadas durante uma visita a Portugal, o ministro húngaro para os negócios estrangeiros, Péter Szijjártó, negou as acusações.
De acordo com o Índice de Liberdade de Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), o governo húngaro controla a informação divulgada pelos “media” estatais. Além disso, os jornalistas independentes têm dificuldade em aceder a dados oficiais, já que não se podem dirigir a membros do parlamento.
O Index era considerado o último grande “media” independente na Hungria. Os colaboradores demissionários garantiram que estão a reorganizar-se para criar um novo projecto e continuar a informar de forma isenta e fidedigna.
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