Jornalistas guineenses queixam-se de “tratamento indigno”
O Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau exigiu o fim da impunidade contra os profissionais do sector e repudiou o “tratamento indigno manifestado” pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, contra os membros da imprensa.
Em conferência de imprensa, a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Indira Baldé, salientou que a “liberdade de imprensa e a protecção dos jornalistas são essenciais para o exercício livre da democracia, do Estado de Direito e para a consolidação da paz”.
A presidente do Sindicato de Jornalistas lamentou, também, os “sucessivos discursos hostis” feitos por “altas instâncias nacionais” contra a comunicação social guineense.
Neste âmbito, aquela responsável recordou, ainda, os ataques físicos registados contra jornalistas, bem como a destruição da Rádio Capital, exigindo ao Ministério Público a acusação dos autores.
Perante este cenário, Indira Baldé apelou, também, ao Governo a “criação de condições adequadas para o livre exercício” do jornalismo e apoios para o sector.Em Março de 2020, recorde-se, o jornalista Serifo Tawel da Rádio Capital foi agredido à saída das instalações da rádio. Quatro meses mais tarde, em Julho, a redacção foi vandalizada.
Novembro 21
Já em Março de 2021, dois jornalistas, Aly Silva e Adão Ramalho, foram agredidos.
“Até à data, o Ministério Público não abriu nenhum inquérito para identificar e trazer à justiça os autores de nenhum destes casos abusivos", sublinhou Indira Baldé.
A Guiné-Bissau encontra-se em 95º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, entre 180 países.
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