Assim, e segundo revela o Correio da Manhã, nas normas de conduta presentes neste plano, a agência de notícias define que "os colaboradores [onde se incluem os jornalistas] não devem receber de terceiros gratificações, pagamentos ou favores, os quais podem criar, a quem os presta, expectativas de favorecimento".

 

Desta forma, a Lusa sublinha que as ofertas "que excedam a mera cortesia ou um valor simbólico [não identificado] e comercialmente irrelevante (...) devem ser comunicadas ao superior hierárquico, e recusados se indiciadores de expectativas de obtenção de favorecimento especial por parte dos ofertantes".

 

O plano refere ainda, de acordo com o mesmo jornal,  que os funcionários "não devem exercer qualquer atividade profissional externa incompatível ou susceptível de colidir com as actividades da empresa", assim como se devem abster de participar "em processos de decisão que envolvam directa ou indirectamente pessoas ou organizações que colaborem ou tenham colaborado consigo, ou pessoas a que estejam ligados por quaisquer laços de parentesco, e informar a hierarquia da existência de conflitos de interesse".

 

A matriz de avaliação de risco construída pela administração da Lusa identifica, ainda, nove riscos que podem afectar a redacção, todos classificados com "baixa" probabilidade de ocorrência. Nestes casos, compete à direcção de informação e ao conselho de redacção fiscalizar a actividade dos jornalistas.

 

O actual director editorial da Lusa é o jornalista Paulo Camacho. Esta iniciativa da administração da Lusa surge após o polémico caso das deslocações de membros do Governo a Franca, para assistir a jogos do Europeu de futebol, custeados pela petrolífera portuguesa.