Jornalista paquistanês sobrevive depois de ser alvejado
Um jornalista paquistanês, Absar Alam, conhecido por criticar publicamente o governo, foi alvejado junto à sua residência, mas sobreviveu ao ataque, encontrando-se, agora, em condições estáveis.
Numa mensagem gravada após o incidente, Alam afirmou ter sido atingido pelas costas e não ter reconhecido o atacante. “Não vou perder a esperança e não me darei por vencido perante tais actos. Esta é a minha mensagem para aqueles que me atacaram”, declarou aquele profissional.
Embora Alam não tenha produzido acusações concretas, alguns colegas de profissão acreditam que o ataque foi motivado por publicações nas redes sociais, nas quais o jornalista teceu críticas à actuação do governo.
O exército paquistanês negou, entretanto, o envolvimento na tentativa de homicídio.
Ainda assim, o incidente veio intensificar o medo sentido na comunidade jornalística paquistanesa, que tem vindo a ser alvo de pressões do governo e das forças militares.
Aliás, os ataques contra jornalistas são, agora, considerados práticas comuns do Paquistão.
Abril 21
De acordo com a Freedom House, o Paquistão é um país parcialmente livre, onde os “media” são pressionados pelo governo a praticar autocensura.
As autoridades estão, também, ligadas a redes de assédio de jornalistas “online”.
O Paquistão encontra-se em 145º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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