Jornalista da “Figaro” premiada por reportagem sobre a invasão da Ucrânia
A jornalista e repórter franco-canadense do Le Figaro, Margaux Benn, recebeu o 84º prémio Albert Londres para a imprensa escrita.
O prémio foi concedido a Benn pelas suas reportagens acerca da invasão russa na Ucrânia, tendo sido elogiada a sua “escrita singular e a inovação constante da sua arte de contar histórias”.
Sem falar ucraniano, a repórter conseguiu “transmitir as emoções dos jovens ucranianos que partem para a frente de batalha e das suas mulheres”, assim como expressar, verbalmente, todos os horrores provenientes da guerra vivida no país.
Recorde-se que, previamente à sua carreira no Le Figaro, a jornalista estudou na Saint Andrews University e no Instituto de Estudos Políticos de Paris, tendo, mais tarde, trabalhado para o jornal New York Times e para as agências noticiosas Agence France-Presse e BBC.
A jornalista escreveu, igualmente, acerca da situação vivida no Afeganistão durante quatro anos, antes de realizar as reportagens sobre a Ucrânia.
Além de Benn, o júri premiou, também, as jornalistas Alexandra Jousset e Ksenia Bolchakova, pelo seu filme “Wagner, Putin's Shadow Army”, e o jornalista independente Victor Castanet, pelo seu livro de investigação “Les Fossoyeurs”.
A obra cinematográfica de Jousset e Bolchakova descreve a história das “acções dos mercenários russos em vários campos de guerra”, incluindo no Mali e na Ucrânia.
Novembro 22
Jousset sublinhou que o prémio era não só das jornalistas, mas também de todos aqueles que arriscaram as suas vidas para falar da sua situação, permitindo a realização do documentário.
Por sua vez, Castanet denunciou o abuso, a obsessão pelo lucro e a negligência que existe na Orpea, líder mundial em asilos e clínicas, que acabou por motivar investigações policiais por “abuso institucional”.
O jornalista destacou que este feito serve como exemplo de que “a informação pode ter um impacto positivo na sociedade”.
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