O canal informativo CNN anunciou a demissão do jornalista e apresentador Chris Cuomo, após este profissional ter sido acusado de violar os seus deveres deontológicos, a fim de ajudar o seu irmão, o político Andrew Cuomo, a lidar com a imprensa, exercendo funções de “assessor informal”.
De acordo com a própria CNN, a investigação à conduta de Chris Cuomo concluiu que, enquanto Cuomo trabalhava para aquele canal, estava, também a colaborar informalmente (sem contrapartidas financeiras), com o então governador de Nova Iorque.
Durante a investigação, foram encontradas mensagens de texto que expuseram a natureza “imprópria” da relação entre os dois irmãos. As mensagens em causa foram trocadas pelo jornalista e apresentador, quer com o seu irmão, quer com assessores e elementos do círculo político próximo do antigo governador do estado de Nova Iorque.
As conclusões desta investigação indicam, ainda, que o antigo apresentador da CNN procurou utilizar as suas conexões privilegiadas nos “media” para ajudar os assessores de Andrew Cuomo a preparar a defesa daquele político contra acusações de assédio sexual.
O jornalista tinha negado, anteriormente, ter exercido as funções de assessor do irmão, garantindo que não era nenhum “conselheiro” e que fora apenas “um irmão” disponível “para ouvir e partilhar” as suas “perspectivas”.
Dezembro 21
O presidente da CNN, Jeff Zucker, chegou a defender a conduta de Chris Cuomo alegando, inicialmente, que o jornalista era “humano” e que enfrentava “circunstâncias muito particulares”.
Ainda assim, Cuomo já havia reconhecido que a sua conduta tinha causado desconforto junto de outros jornalistas da CNN.
Antes de trabalhar na CNN, Cuomo colaborou com a ABC News. Conforme apontou o “New York Times”, Chris Cuomo foi tendo um percurso ascendente na estação que atingiu um pico em 2018, quando se mudou para horário nobre e conseguiu as melhores audiências da CNN.
Desde então, Andrew Cuomo passou a ser um convidado regular da CNN.
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