Jornal “Boston Globe” publica romance em folhetim diário
Com o “estalar” da pandemia de coronavírus, os “media” dedicaram-se, durante semanas a fio, à sua cobertura intensiva, com os cidadãos a confiarem, mais do que nunca, na imprensa para se manterem informados.
Com o passar do tempo, porém, o público começou a perder o interesse por este tipo de conteúdo, que estava a tornar-se redundante e repetitivo.
Assim, os jornais dedicaram-se novas iniciativas, dando prioridade a conteúdos lúdicos, como passatempos e imagens para colorir. O “Boston Globe”, por sua vez, aderiu à tendência através da publicação, em folhetim, de um romance, “The Mechanic”
A história, que junta mistério e crime, ficou ao cuidado do escritor Ben Mezrich. Os primeiros quatro capítulos foram já publicados nas primeiras páginas do “Boston Globe”. As 18 partes restantes deverão ser divulgadas no decorrer das próximas duas semanas.
Maio 20
De acordo com o jornal, "o compromisso em cobrir a pandemia do coronavírus continua, mas pensamos que um pouco de diversão também é bem-vinda."
A publicação desta ficção, em jeito de folhetim nos jornais, não é, contudo, inédito. Este tipo de conteúdo era muito comum no século XIX e início do século XX, como ferramenta eficaz para cativar leitores e incentivar a compra diária do jornal.
O centenário “Diário de Notícias” foi um dos casos mais conseguidos de recurso a este modelo de folhetim.
Em 1999, um romance de Roy Peter Clark, com 29 partes, foi publicado nos edições regionais do “The New York Times.” Em 2007, o “Washington Post” publicou um “thriller” intitulado "Jezebel's Tomb". Já o “Guardian” desenvolveu, em 2014, uma novela gráfica.
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