Nos Estados Unidos, alguns jornais metropolitanos estão a alargar a sua área de cobertura, contrariando décadas de contenção de custos na área de reportagem e de recursos humanos, notou Rich Edmonds num artigo publicado na revista “Poynter”.
É o caso do “Boston Globe”, do “Star Tribune” de Minneapolis, e do “Post and Courier of Charleston”, que abriram escritórios e contrataram correspondentes noutras cidades.
De notar que estes jornais metropolitanos são alguns dos mais bem sucedidos, contando com uma forte base de leitores e de subscritores “online”.
O “ Globe” foi o primeiro a lançar-se na expansão, num território ocupado, anteriormente, pelo “Providence Journal”.
Num “e-mail” enviado à “Poynter”, o editor do “Globe” contou que a experiência está a ser bem sucedida, e que, por isso, irá contratar quatro outros jornalistas e um profissional de “marketing “de Rhode Island.
Setembro 20
A iniciativa do “Star Tribune” é muito semelhante. O jornal sediado em Minneapolis criou um gabinete de quatro pessoas em Duluth, a 150 milhas de distância. A estrutura permite a selecção de histórias de grande impacto, que são consumidas através das “newsletters” ou da versão digital do jornal.
Já o ““Post and Courier of Charleston” tem planos para cobrir os acontecimentos em toda a Carolina do Sul, graças à colaboração de onze jornalistas “freelancer”.
De acordo com o autor, as empresas em expansão estão no bom caminho para a auto-suficiência digital, acrescentando que “esta é a definição de uma oportunidade em que o bom jornalismo pode abrir uma porta”.
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