Intensifica-se em Angola a repressão sobre jornalistas
Pelo menos seis jornalistas foram presos, em Luanda, durante a cobertura de manifestações contra o Governo, alertou, em comunicado, o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).
O CPJ citou o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, com quem contactou através de "uma aplicação de mensagens", para sublinhar que quatro profissionais ficaram detidos, mais de dois dias, e que um outro jornalista "foi assediado na cobertura de protestos antigovernamentais".
Cândido pediu, ainda, que as autoridades justificassem as constantes violações contra os direitos dos jornalistas, bem como da liberdade de imprensa, que é reconhecida pela Constituição angolana.
Perante este quadro a coordenadora do CPJ, Ângela Quintal, apelou que as autoridades angolanas deixassem de “assediar e deter jornalistas que estão, simplesmente, a desempenhar as suas funções".
Da mesma forma, em declarações ao CPJ, o director da agência AFP África, Boris Bachorz, disse condenar o incidente, e pediu às autoridades angolanas que garantissem a segurança de todos os profissionais dos “media”.
Outubro 20
De acordo com os relatórios da Freedom House, Angola é um país não-livre, onde o Estado controla a maioria dos “media”, e censura a imprensa independente.
Os Repórteres sem Fronteiras (RSF) recordam, por sua vez, que o pluralismo mediático é condicionado pelos custos exorbitantes das licenças de rádio e televisão.
Angola posiciona-se, este ano, no 106º lugar, no Índice de Liberdade de Imprensa dos RSF, que avalia um total de 180 países.
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