Talvez a opinião mais contundente sobre uma das grandes questões que dizem respeito à inteligência artificial tenha sido a de José Luis Cordeiro, polémico engenheiro do MIT – Massachusetts Institute of Technology e docente na Singularity University:
“Vamos ter máquinas mais inteligentes do que os humanos, e trata-se de uma questão de tempo.” 

A isto respondeu Fabio Arena, da Huawei, para quem as máquinas nunca irão “ultrapassar o ser humano, ou pô-lo de lado”, basicamente porque ambas trabalham a par e “são precisas pessoas para configurar este machine learning”. 

Opinião semelhante foi defendida por Juan Manuel Nieves, jornalista de tecnologia no ABC, que sublinhou a importância da “vantagem adaptativa”; neste caso, são as pessoas que têm a capacidade de reagir instantaneamente aos estímulos do ambiente, o que as máquinas não são capazes de fazer. 

Nuria Oliver, docente no Media Lab do MIT e recentemente nomeada a Engenheira do Ano pelo Colegio Oficial de Ingenieros de Telecomunicaciones, explicou que “não é necessário reproduzir a inteligência humana para que a IA já esteja a transformar as nossas vidas e experiência vital”, como uma tecnologia “transversal”, que obriga a trabalhar com equipas multidisciplinares, envolvendo não só os informáticos mas também “especialistas em ética, psicologia, antropologia, economia ou direito”. (...) 

José Luis Cordeiro, autor da primeira intervenção citada, segue esta linha de que a IA não tem de ser uma inteligência igual à humana, mas nos seguintes termos: 

“Os aviões voam  - não como os pássaros, mas voam. Os submarinos navegam  - não nadam como os peixes, mas navegam. A inteligência artificial vai ser distinta da inteligência humana, mas superior.” 

Ficam as dúvidas. 


O artigo citado, em Media-tics