O governo nigeriano continua a mostrar-se implacável contra a liberdade de imprensa, e tem vindo a implementar um número crescente de medidas repressivas contra os “media” que publicam conteúdos que possam pôr em causa o actual regime.
Recentemente, vários repórteres do jornal independente “Premium Times” receberam ameaças por terem tornado públicos documentos oficiais, visando alguns dos mais importantes líderes nigerianos.
O site do “Premium Times” foi alvo de múltiplos ciberataques, e a redacção “invadida” pelas autoridades. Da mesma forma, as contas de e-mail do jornal, e de muitos dos seus colaboradores, foram “hackeadas”.
Março 20
Angela Quintal, coordenadora do CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, apelou às autoridades nigerianas que dessem prioridade à segurança dos repórteres ameaçados, reiterando, ainda, que “nenhum jornalista deveria ser forçado a revelar as suas fontes”.
De acordo com os relatórios da Freedom House, a Nigéria é um país parcialmente livre, onde se têm registado alguns progressos a nível da pluralidade parlamentar.
Os funcionários do governo restringem, igualmente, os “media” ao assediarem, publicamente, jornalistas que cobrem escândalos de corrupção ou violações dos direitos humanos.
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