Homicídio de jornalista julgado e condenado por tribunal mexicano
A justiça mexicana condenou um homem pelo seu envolvimento no assassinato do jornalista e antigo colaborador da agência noticiosa AFP, Javier Valdez. Agora , Juan Francisco Picos Berrueta, mais conhecido por “El Quillo”, poderá enfrentar uma pena até 50 anos de prisão.
Assim, quatro anos após o seu assassinato e graças à apresentação de novas provas, verificou-se que o homicídio de Javier Valdez foi premeditado.
De acordo com a associação Repórteres sem Fronteiras (RSF), esta condenação resultou de um movimento iniciado pela Propuesta Cívica, em conjunto com outras organizações de apoio às vítimas, que se mobilizaram para apoiar as investigações das autoridades mexicanas.
Durante o julgamento foi destacada a importância do trabalho jornalístico desenvolvido por Javier Valdez, que se dedicava a denunciar as actividades criminosas do Cartel de Sinaloa.
O juiz determinou, neste sentido, que o homicídio foi consequência directa do trabalho de investigação de Valdez.
No decorrer da audiência foram, também, apresentadas provas contra o alegado autor do crime, Dámaso López Serrano, líder de um cartel de tráfico de droga, que foi detido em 2017, por envolvimento noutras actividades ilícitas.
Junho 21
Este veredicto abre um precedente importante na luta contra a impunidade dos crimes cometidos contra jornalistas no México , um dos países mais violentos do mundo para a imprensa.
O México encontra-se em 143º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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