Guiné-Bissau continua a exercer violência sobre jornalistas
A Liga Guineense dos Direitos Humanos disse estar a acompanhar com “bastante preocupação” informações que indicam que o jornalista e editor do blogue “Ditadura de Consenso”, Aly Silva, foi sequestrado, espancado e abandonado em Bissau.
A organização condenou aquele “acto criminoso”, exigindo “das autoridades nacionais a abertura de um inquérito com vista à identificação e tradução à justiça dos autores daquele acto hediondo”,
Além disso, a Liga Guineense dos Direitos Humanos ressalvou que “a Guiné-Bissau é um Estado de Direito democrático, onde a liberdade de expressão e de informação constitui a trave-mestra, sendo que qualquer delito resultante do exercício desse direito fundamental deve ser processado nos termos das leis vigentes no país”.
Neste sentido, aquela organização não-governamental apelou, igualmente, aos cidadãos do país para se “manterem firmes e vigilantes contra todos os actos que atentam contra os direitos fundamentais”.
Recentemente, várias organizações da sociedade civil têm denunciado violações dos direitos humanos contra activistas, políticos, deputados e jornalistas e “media”.
Um dos casos mais recentes foi o de dois activistas políticos do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15) -- segunda força política do país e que integra a coligação no Governo -- que alegaram, publicamente, terem sido espancados, por guardas da Presidência guineense, no interior do Palácio Presidencial.De acordo com a Freedom House, a Guiné-Bissau é um país parcialmente livre, onde, apesar de a Constituição garantir o direito à liberdade de imprensa, os jornalistas são, frequentemente, alvo de violência e perseguição
Março 21
.Além disso, os “media” são pressionados a praticar auto-censura.
A Guiné-Bissau encontra-se em 110º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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