Vários jornalistas de publicações do Grupo Gannet revelaram ter trabalhado centenas de horas extra não remuneradas, depois de um editor do “Arizona Republic”, Michael Braga, ter afirmado que esta prática é apenas uma forma de “ganhar experiência''.
Num “post” na rede social Twitter, Braga afirmou que “todas as empresas exploram os jovens”.
“Chama-se ‘ganhar experiência’”, prosseguiu. “Não me arrependo de ter trabalhado sem receber. Se não tivesse trabalhado arduamente quando era jovem, não teria conseguido um melhor cargo e mais dinheiro enquanto profissional mais velho”.
Vários colaboradores do Grupo Gannet reagiram a estas afirmações, afirmando terem sido forçados a trabalhar horas extra, como forma de “pagar as suas dívidas”.
Esta prática, acrescentaram aqueles profissionais, privou-os de ter uma vida pessoal durante vários anos.
Braga pediu, depois, desculpa pelas suas declarações na rede social. “Não deveria ter sugerido que a exploração de profissionais é algo normal e expectável”, afirmou.
“Também quero enfatizar que os meus comentários descrevem uma situação passada, de quando eu era um jovem jornalista. Logo, não reflectem a minha experiência no Grupo Gannett”.
Outubro 21
A NewsGuild, um sindicato que representa jornalistas de mais de 40 publicações do Grupo Gannett, iniciou, entretanto, uma investigação, de forma a determinar se o trabalho não remunerado é uma prática comum naquela empresa.
Por sua vez, uma porta-voz do Grupo Gannett garantiu que irá tentar apurar a veracidade das experiências descritas pelos seus colaboradores.
“Nós valorizamos todos os nossos empregados”, disse. “Durante um período desafiante para a nossa indústria, fizemos o nosso melhor para oferecer oportunidades e remuneração justa, pelo que negamos a existência de uma cultura de exploração”.
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