Grupo Archant quer garantir o futuro do jornalismo local
A nova CEO do Grupo Archant, Lorna Willis, assumiu funções com um único objectivo em vista: salvar as notícias locais.
Como tal, a responsável pela empresa de comunicação planeia introduzir um novo modelo de negócio, dividindo o Grupo em três áreas de acção: notícias locais, revistas e agências.
Em entrevista para a “Press Gazette”, Willis afirmou que, através deste novo plano, espera garantir um futuro sustentável para todas as publicações.
“Quero que todas as áreas sejam bem sucedidas e responsáveis por aquilo que publicam”, afirmou. “Com isto, quis tornar a estrutura mais igualitária. Acho que as hierarquias são problemáticas no sector noticioso. Por isso, é muito importante que as pessoas estejam próximas daquilo que está a acontecer”.
Contudo, esta reestruturação resultará na dispensa de alguns colaboradores.
“Vai haver despedimentos durante os próximos meses e anos, mas não serão despedimentos colectivos”, adiantou. “Não quero perder pessoas, mas acho que alguns profissionais vão chegar à conclusão de que já não querem colaborar connosco”.
Com tudo isto, Willis espera conseguir proteger os títulos da Archant.
“Não quero ser a CEO que fecha jornais. Isso seria muito triste para mim”, confessou. “Vou ter que tomar decisões difíceis, mas todas as medidas que vou aplicar serão para proteger o jornalismo local”.
Maio 21
Agora, Willis quer encontrar novas fontes de receitas, incluindo serviços de “marketing” e investidores publicitários. Além disso, os títulos do Grupo deverão introduzir “paywalls” em breve.
Quanto à circulação, Willis está convencida de que o Grupo não conseguirá voltar aos números pré-pandémicos.
“Acho que não vamos recuperar, e acho que não devemos ter isso nos nossos planos. Por outro lado, temos que perceber aquilo que os nossos leitores querem agora e distribuir as nossas notícias de forma diferente”.
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