O governo espanhol destituiu Fernando Garea do cargo de presidente da agência EFE, segundo informações adiantadas pelo“El País”. A decisão foi justificada com a necessidade de renovação dos recursos humanos nas empresas públicas.
Garea, que tomou posse em Julho de 2018, após a chegada de Pedro Sánchez à Moncloa, enviou uma carta aos trabalhadores da agência, a comunicar a decisão do executivo. Na missiva de despedida, Garea enfatizou que "a EFE é propriedade da sociedade como um todo" e que "uma agência noticiosa pública não é uma agência noticiosa do governo, nem mesmo uma agência oficial".
Garea destacou, também, o apoio que recebeu de todos os partidos políticos, enquanto presidente da agência: "Em 2018 pedi apoio expresso de todos os partidos para a minha nomeação e consegui-o. Meses depois, consegui que todos assinassem um documento, comprometendo-se a promover a eleição parlamentar dos presidentes da EFE”.
Fevereiro 20
Criada em 1939, a EFE é a quarta maior agência noticiosa em todo o mundo. Está presente em 180 cidades de 120 países e distribui quase três milhões de notícias por ano em formato de texto, fotografia, áudio, vídeo e multimédia, que chegam a mais de dois mil destinatários, todos os dias.
Gabriela Cañas, jornalista do “El País”, será a sua substituta no cargo. Antes de assumir a presidência, Cañas será nomeada directora da SEPI --Sociedade Estatal de Participações Industriais. Posteriormente, Cañas comparecerá perante o Congresso de Deputados.
Recorde-se que a agência EFE é uma empresa comercial estatal, pertencente à SEPI. A SEPI é uma entidade de direito público, vinculada ao Ministério das Finanças e da Administração Pública, cujas actividades se subordinam ao direito privado. Da mesma forma, a SEPI detém a RTVE, que está sob tutela de uma fundação pública.
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