Google quer acabar com “cookies” sem afectar as marcas
A Google afirmou, em comunicado, estar mais perto de encontrar uma alternativa para os “cookies” de terceiros — uma das ferramentas mais utilizadas na Internet para registar o comportamento “online” dos utilizadores e apresentar anúncios personalizados.
A missão da empresa começou em 2019, com a criação da Privacy Sandbox, uma iniciativa lançada para proteger a privacidade dos consumidores, e deixar de utilizar “cookies” até 2022, sem dar prejuízo às marcas.
Graças à Privacy Sandbox , a Google desenvolveu a FLoC (sigla inglesa para Federated Learning of Cohorts), uma ferramenta que forma grupos “online”, com base em hábitos de pesquisa semelhantes.
Isto significa que os anunciantes têm acesso a “identificadores de grupo”, em vez de informação específica sobre o utilizador.
“Esta abordagem esconde eficazmente indivíduos ‘na multidão’ e processa [os dados] no próprio dispositivo, para manter o histórico de navegação privado de alguém no utilizador”, justificou Chetna Bindra, uma das responsáveis pelo departamento de Privacidade e Confiança do utilizador da Google.
“Com as nossas propostas, os anunciantes continuam a chegar aos utilizadores sem que a informação [das pessoas] seja tão facilmente partilhada como é hoje'', acrescentou.
Apesar de inovadora, a iniciativa da Google está a ser encarada com algum cepticismo.
Janeiro 21
Este mês, por exemplo, a Competition and Markets Authority (CMA) — autoridade de concorrência do Reino Unido — iniciou um inquérito sobre as novas ferramentas.
Isto porque a CMA está preocupada que a eliminação de “cookies” de terceiros da Google (que tem data marcada para 2022) possa afectar a competição “online”, aumentando o monopólio da empresa.
Num comunicado, Chetna Bindra reforçou, porém, que o objectivo das propostas da Google é “ajudar os anunciantes a ter sucesso enquanto mantêm a privacidade das pessoas.”
Desde a década de 1990 que os "cookies" são uma das ferramentas mais utilizadas para obter informação dos internautas: os ficheiros de texto armazenam informações básicas sobre os utilizadores, que ajudam os gestores dos "sites" a perceber quem é que usa os seus serviços, de forma a melhorar a experiência do utilizador e o desempenho do “site”.
Contudo, esta informação, fica, muitas vezes, guardada nos servidores, levantando questões sobre privacidade.
A nova solução da Google — a FLoC — vai começar a ser testada em Março. Se for bem sucedida, deve estar disponível para os utilizadores no segundo trimestre de 2021.
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