Segundo fontes deste semanário, que se refere ao assunto no seu suplemento de Economia de 3 de Fevereiro, o próprio Ministério da Economia já tem vindo a questionar o ministro da Cultura “sobre alguns dos ‘pressupostos’ da proposta de Portugal à directiva  - que, juntamente com Espanha, França e Itália, e ao contrário da generalidade dos Estados-membros, pretende impor mais barreiras à divulgação de conteúdos (músicas, vídeos, conteúdos jornalísticos) por parte das plataformas digitais”. (...) 

O trabalho que citamos afirma ainda que o tema é recorrente nos contactos diplomáticos da embaixada norte-americana em Lisboa. Recorda também que a Sociedade Portuguesa de Autores dirigiu ao Primeiro-Ministro António Costa um apelo, assinado por cerca de 250 autores e criadores nacionais, no sentido de que o Governo “prossiga e intensifique a política de defesa dos criadores”, para que a estes seja devolvida “uma justa parcela do valor económico por eles gerado”. 

O artigo descreve a evolução deste processo a nível europeu, sobre os vários modelos propostos, sendo a posição dos quatro países acima citados  - Portugal, França, Espanha e Itália -  a que pretende ir mais longe na directiva, através da negociação do polémico artigo 13º: “querem que as plataformas em que o conteúdo é fornecido pelos utilizadores criem um sistema de filtragem que identifique conteúdos protegidos por direitos de autor”. (...) 

“Por enquanto, a posição oficial do governo português mantém-se. Aliás, na quarta-feira, a Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), em reunião sobre o assunto com os outros Estados-membros, voltou a mostrar uma posição intransigente”. (...)