Maksim Levin, fotojornalista que trabalhava para um ‘site’ de notícias ucraniano e era colaborador de longa data da Reuters, foi morto enquanto cobria a guerra russo-ucraniana.
De acordo com um comunicado emitido pelo gabinete do Procurador-Geral ucraniano, Levi foi “assassinado pelas forças militares russas”.
Entretanto, Josh Pullman, editor global de recursos visuais da Reuters, lamentou a morte deste profissional.
“Maksim Levin captava vídeos e fotografias para a Reuters desde 2013. A sua morte é uma grande perda para o mundo do jornalismo”, considerou Pullman.
Levin, recorde-se, foi dado como desaparecido a 13 de Março, temendo-se que tivesse sido capturado pelas forças russas.
À época, os grupos de defesa de jornalistas alertaram para os ataques contra todos os profissionais dos “media”.
“Esta guerra já resultou no desaparecimento de demasiados jornalistas. Todas as partes envolvidas no conflito deveriam assegurar que a imprensa pode trabalhar de forma segura”, disse Gulnoza Said, coordenadora do CPJ.
Já os Repórteres sem Fronteiras (RSF) alertaram que a perseguição de jornalistas constitui um crime de guerra.
Os RSF recordaram, neste âmbito, o assassinato dos profissionais Pierre Zakrzewski , Oleksandra Kuvshynova, e Brent Renaud.
Abril 22
Entretanto, Mstyslav Chernov, um colaborador ucraniano da Associated Press, que se encontrava em Mariupol, e que foi perseguido pelo exército russo, explicou que a principal motivação do Kremlin é garantir a sua impunidade.
“Sem jornalistas, não há informação sobre a destruição, ou sobre a morte de crianças. Assim, as forças russas podem fazer aquilo que quiserem”, disse.
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