As autoridades inglesas retiraram as acusações contra um fotojornalista que estava a cobrir uma manifestação na zona de Kent. A detenção do profissional levantou questões sobre a possível violação da liberdade de imprensa.
O profissional em causa, Andy Aitchison, documentou uma manifestação à porta do quartel de Folkestone, motivada pelas alegações de que os militares estavam a negligenciar a saúde dos refugiados que, em determinadas alturas do ano, ocupam o edifício.
Algumas horas mais tarde, Aitchison foi detido na sua residência, sob acusação de “dano criminal”.
Perante este cenário, as associações Index on Censorship, Article 19 e International Federation of Journalists enviaram um alerta ao Conselho Europeu.
Aitchison foi libertado uma semana depois, por falta de provas. “Ainda assim, não pediram desculpa”, disse aquele profissional em entrevista ao “Guardian”. “Preocupa-me que as autoridades ainda não se tenham apercebido de que, enquanto jornalista, nunca deveria ter sido detido”.
Fevereiro 21
“Como não tive acesso ao meu telemóvel, o meu trabalho foi condicionado, já que estive incontactável para os meus clientes”, continuou. “Estou, agora, em reuniões com a minha equipa de advogados, para decidir qual o próximo passo”.
Nos últimos anos, o Reino Unido tem vindo a piorar os resultados no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Em 2020, posicionou-se em 35º lugar, num total de 180 países.
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