Família Rothschild resgata jornal digital francês
Segundo fonte interna do site, referida pelo jornal Libération, foi o próprio fundador e presidente do Slate, Jean-Marie Colombani (ex-director de Le Monde), quem persuadiu Ariane de Rothschild: “Ela não queria ser maioritária, pelo receio de ser misturada com outros milionários que detêm órgãos de comunicação.”
A operação foi realizada “por intermédio de uma sociedade pessoal, distinta do banco, designada Cattleya Finance e sediada no Luxemburgo”. Ainda segundo o Libération, que aqui citamos, Benjamin de Rothschild e a esposa são presidentes, respectivamente, do conselho de administração e do comité executivo do grupo Edmond de Rothschild, um “pequeno império financeiro, baseado em Genebra e conhecido principalmente pela sua actividade na gestão de activos”, que “não deve ser confundido com Rotshchild & Cie, o banco de negócios - onde trabalhou Emmanuel Macron - dirigido em Paris por David de Rotshchild, primo de Benjamin”. Os dois ramos da família têm relações frias entre si.
Os novos proprietários do site injectaram 1,15 milhões de euros e adquiriram mais 135.294 acções, estando previsto que tragam outro milhão de euros durante o próximo ano e meio, o que eleva o seu investimento total a 2,15 milhões de euros.
Segundo outra fonte interna, o objectivo é reduzir o efectivo da redacção de doze para sete pessoas, deixando de produzir artigos curtos, mas apenas “textos longos, num género muito magazine”. Os jornalistas deixariam de escrever, passando a editores de textos provenientes de freelancers. Uma coisa que não muda é o acesso ao site, que continuará a ser livre.
Mais informação em Libération e Le Figaro, e o site de Slate.fr