Morreu a jornalista e escritora Joan Didion, considerada uma das principais precursoras do movimento do "New Journalism''. Tinha 87 anos.
Nascida em Sacramento, no estado da Califórnia, a 5 de Dezembro de 1934, Joan Didion cresceu rodeada de livros, usando a literatura como refúgio, e prestando particular atenção às obras de Ernest Hemingway.
Enquanto jornalista, Joan Didion começou por trabalhar e escrever na “Vogue”, depois de se ter destacado num concurso universitário de escrita de ensaios, patrocinado por aquela mesma revista.
Colaborou com a “Vogue” durante sete anos, onde ganhou reconhecimento pelo trabalho de investigação e escrita. Mais tarde, iniciou a sua colaboração com as revistas “Life”, “The Saturday Evening Post” e “The New York Review of Books''.
Através da utilização de técnicas literárias pouco convencionais, Didion estabeleceu-se, ainda, como uma das precursoras do “New Journalism”, ao lado de nomes como Hunter S. Thompson, Truman Capote e Tom Wolfe.
Paralelamente ao seu trabalho como jornalista, Didion dedicou-se, também, à publicação de romances.
O primeiro, “Run, River,” foi editado em 1963, quando tinha 29 anos. Seguiram-se “Play It as It Lays” (1970), “A Book of Common Prayer” (1977), “Democracy” (1984), e “The Last Thing He Wanted”, ( em 1996), entre outros.
Dezembro 21
Em 2005 editou o “Ano do Pensamento Mágico”, que veio aumentar o reconhecimento mundial da sua obra literária. Neste livro, que se distingue por ser profundamente pessoal, a jornalista e escritora viaja pelas memórias e pelos dias de 2004, o ano posterior à morte de John Gregory Dunne, com quem se casou em 1964.
A publicação aconteceu pouco mais de um mês depois da morte de Quintana Roo Dunne Michael, filha adoptiva de Dunne e Didion, que morreu a 26 de Agosto de 2005, com apenas 39 anos
Apesar do contexto trágico da sua redacção e publicação, esta obra valeu a Didion o reconhecimento da crítica, bem como diversos galardões.
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