Morreu, aos 78 anos, a jornalista e escritora Leonor Xavier , vítima de um cancro.
Nascida em Lisboa, em 1943, Leonor Xavier licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mudou-se, em 1975, para o Brasil, onde trabalhou como correspondente do “Diário de Notícias”.
Mais tarde, regressada a Lisboa, Leonor Xavier colaborou, também, com as revistas “Máxima” e “Vogue”, além de ter trabalhado para a “newsmagazine”, “Sábado”.
Enquanto escritora, assinou a biografia de Raul Solnado, “A Vida Não Se Perdeu", bem como a biografia de “Maria Barroso”, intitulada “Maria Barroso, um olhar sobre a vida”.
Entre as suas obras contam-se, ainda, os romances “Ponte-Aérea”, “O Ano da Travessia” e “Botafogo”, bem como os ensaios “Contributo para a história dos portugueses no Brasil”, “Portugal, Tempo de Paixão” e “Portugueses do Brasil e brasileiros de Portugal”.
A 23 de Abril de 1987 foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem do Mérito.
"Eu fiz um curso de Letras, e depois, sou jornalista. Vivi no Brasil e fiz muitas entrevistas na minha vida. Chamam-me ‘garimpeira de gente’ lá no Rio e eu acho muito interessante poder gravar – não é com uma máquina, é registar –, não deixar que se percam os discursos directos das pessoas", explicou, em 2017, Leonor Xavier, em entrevista para a Rádio Renascença.
Para a editora Guilhermina Gomes, responsável editorial do Círculo de Leitores e da Temas e Debates, através dos quais Leonor Xavier publicou algumas das suas obras, a morte da escritora representou, não só, a perda de uma “querida autora”, mas, igualmente, de “uma grande amiga” e de uma “mulher extraordinária”.
Dezembro 21
Manifestando-se “profundamente triste”, Guilhermina Gomes revelou que estava em preparação um livro, a que Leonor deu o título “Adolescência”, mas que “infelizmente não o chegará a ver”. A obra será, futuramente, publicada, adiantou.
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