No primeiro semestre de 2021, praticamente todos os títulos de informação geral voltaram a registar quebras na circulação. Tal como aconteceu no ano passado, a excepção continua a ser o “Expresso”, o único título generalista a crescer, quer no digital quer na circulação impressa paga, de acordo com o mais recente relatório da APCT.
Com isto, o semanário da Impresa assumiu, pela primeira vez, o estatuto de jornal com maior circulação impressa paga no mercado português, com uma média de 56.802 exemplares vendidos por edição nos primeiros seis meses de 2021 -- traduzindo um crescimento de 3,3% face ao período homólogo em 2020.
Assim, o “Expresso” conseguiu ultrapassar os resultados do “Correio da Manhã”, que, nos últimos anos, se destacava como o jornal generalista mais lido em Portugal. Contudo, este ano, o diário da Cofina, que no primeiro semestre de 2020 vendeu em média 59.574 exemplares por edição, vê a sua circulação impressa paga recuar para os 51.544 (-13,5%).
O “Jornal de Notícias”, que continua a ser o terceiro jornal mais vendido, apresenta igualmente uma evolução negativa. O título detido pelo Global Media Group desce de uma média de 29.486 exemplares vendidos por edição entre Janeiro e Junho do último ano para uma média de circulação impressa paga de 23.226 exemplares nestes primeiros seis meses de 2021, numa quebra de 21,2%.
Também o “Público”, que no primeiro semestre de 2020 tinha uma circulação média de 13.517 exemplares vendidos por edição, registou agora uma quebra de 13,2%, recuando para uma média de 11.733 exemplares.
O mesmo aconteceu com o “Diário de Notícias”, que, após ter registado uma quebra de 36,9% no primeiro semestre de 2020 para os 3.604 exemplares vendidos por edição, volta a sofrer uma diminuição de 24% entre Janeiro e Junho deste ano, encerrando o período com uma média de 2.739 exemplares vendidos por edição. No entanto, recorde-se, o título do Grupo Global Media voltou ao formato diário desde o passado dia 29 de Dezembro, pelo que os números agora registados na circulação diária comparam com números de vendas de uma edição com periodicidade semanal.
Entre as “newsmagazines” as quebras rondam os 20%.
Setembro 21
Por outro lado, no âmbito digital, registou-se um crescimento generalizado. O “Expresso” assume, novamente, a liderança, ao registar uma subida de 26,5% na circulação “online”, relativamente ao período homólogo do ano passado.
O “Público”, que permanece na segunda posição no digital, encerra os primeiros seis meses deste ano com uma circulação digital de 39.989, que compara com os 27.743 registados no primeiro semestre do último ano.
No terceiro lugar mantém-se o “Jornal de Notícias”. No entanto, a circulação digital paga de 3.696 registada pelo título do Grupo Global Media traduz uma quebra na ordem dos 47,4% face aos 7.032 que alcançou no período homólogo em 2020. O mesmo aconteceu com o outro título do Grupo, o “Diário de Notícias”, que caiu 35%, dos 3.335 para os 2.168, sendo ultrapassado na circulação digital paga pelo “Correio da Manhã”.
Ainda assim, o crescimento da circulação digital não foi suficiente para compensar as quebras registadas na circulação impressa da maioria dos títulos. Aliás, o “Expresso” e o “Público” foram os únicos jornais de informação geral a registar saldo positivo.
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