Ex-colaborador do Facebook faz revelações ao Congresso dos EUA
Um ex-colaborador do Facebook está a trabalhar com o Congresso norte-americano, para que as redes sociais passem a revelar o seu funcionamento interno, noticiou o “New York Times”.
Conforme apontou a mesma fonte, o colaborador em causa, Brandon Silverman, passou a integrar a equipa do Facebook em 2016, ano em que a empresa tecnológica adquiriu a sua “start-up”, a CrowdTangle.
Através da CrowdTangle, Silverman e os seus colegas identificavam o tipo de conteúdos que atraía a atenção dos utilizadores, passando a assumir um papel crucial naquela rede social.
Contudo, com o passar do tempo, a equipa CrowdTangle começou a tornar-se incómoda para os responsáveis do Facebook, uma vez que alertou, diversas vezes, para a interacção dos cidadãos com conteúdos polarizantes, informações falsas sobre vacinação, bem como outras temáticas relacionadas com a saúde.
Agora, poucos meses após ter abandonado o Facebook, Silverman começou a colaborar com o Congresso norte-americano, de forma a alterar a legislação, e a forçar aquela rede social a ser mais transparente, quanto ao seu funcionamento interno.
“Neste momento, existem algumas empresas privadas que estão a disseminar um grande número de notícias falsas. Contudo, este fenómeno está protegido por ‘caixas negras’”, disse Silverman, em entrevista ao “New York Times”.
Janeiro 22
“Acho que temos de perceber como podemos ajudar (e em alguns casos forçar) estas empresas a tornarem-se mais transparentes, quanto às notícias e conteúdos cívicos que partilham”, acrescentou.
Apesar de rejeitar os títulos de “whistleblower” ou de “leaker”, Silverman partilhou informações importantes sobre o funcionamento do Facebook, essenciais para a redacção de novas leis.
Conforme apontou James B. McClatch, professor de Direito que sugeriu a introdução de leis sobre transparência nos “media”, Silverman tem sido “instrumental” para este processo.
Agora, o principal objectivo do Congresso é aprovar um novo documento, que permita à Federal Trade Commission analisar, em tempo real, os conteúdos disseminados por plataformas como o TikTok, o YouTube, o Facebook, e o Twitter.
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