Empresário de “media” pró-democracia detido em Hong Kong…
O magnata dos “media” de Hong Kong, Jimmy Lai, conhecido por defender ideologias pró-democracia, foi acusado de conluio com forças estrangeiras e de ameaçar a segurança nacional, informou a emissora local TVB.
Lai já tinha sido detido, em Agosto, por suspeitas de violar a lei de segurança nacional, mas foi libertado, sob fiança, pouco depois, sem ser formalmente acusado.
O empresário está, ainda, a enfrentar dois outros processos: um por ter participado nas manifestações de Hong Kong, em 2019, e outro por ter assinalado o aniversário do massacre de Tiananmen -- 4 de Junho de 1989 -- numa vigília não autorizada.
Recorde-se que, em 2019, Hong Kong registou a sua pior crise política, motivada pelas exigências dos cidadãos, que pediam reformas democráticas.
Em resposta, a China impôs uma lei da segurança nacional ao território, punindo “actividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras” com penas que podem ir até à prisão perpétua.
O diploma foi denunciado pelos Estados Unidos, União Europeia e organizações não-governamentais de defesa dos Direitos Humanos, por considerarem que ameaça as liberdades fundamentais.
Dezembro 20
Desde que a lei entrou em vigor, em 30 de Junho, foram realizadas numerosas rusgas policiais e detenções de activistas. Da mesma forma, várias figuras da oposição não foram autorizadas a concorrer às eleições legislativas.
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