As reportagens sobre ambiente estão a tornar-se numa das vertentes mais perigosas do jornalismo, denunciaram os RSF -- Repórteres sem Fronteiras.
De acordo com a organização, na última década, 20 jornalistas foram mortos por terem abordado temas ambientais.
Embora haja registo de abusos contra jornalistas especializados em todos os Continentes, duas regiões do mundo concentram 66% dos incidentes registados: a Ásia e a América. Na Ásia, a Índia é o país de todos os recordes: de jornalistas mortos (4), de agressões violentas (4), e de jornalistas que foram alvo de ameaças e perseguições judiciais (4).
Recentemente, nove jornalistas foram alvo de procedimentos judiciais.
Entre eles está o tailandês Pratch Rujivanarom. O jornalista foi acusado de difamação, sob o código penal da Tailândia e a Lei de Crimes Informáticos em 2017, depois de escrever um artigo sobre a poluição de lençóis de água.
Setembro 20
Já na Rússia, a jornalista Elena Kostyuchenko e o fotógrafo Youri Kozyrev foram detidos, no início de Junho de 2020, sob a acusação de violarem a ordem de confinamento, enquanto investigavam a catástrofe ecológica de Norilsk, para o jornal “Novaya Gazeta”.
Também no Canadá e nos Estados Unidos, dezenas de jornalistas foram detidos, entre 2016 e 2020, enquanto cobriam manifestações de ambientalistas e de comunidades indígenas, que se opunham à construção de um gasoduto, de uma barragem hidroelétrica e de um oleoduto. Em ambos os países, foram vários os profissionais processados por invasão de propriedade privada.
Assim, alguns profissionais especializados consideram essencial que se ofereça protecção aos jornalistas ambientais, para que reportar sobre estes temas continue a ser uma desafio plausível.
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