… E Grupo Impresa aumenta receitas e reduz dívidas
No primeiro semestre deste ano, as receitas totais do Grupo Impresa atingiram valores próximos dos 92 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 17,4% face ao período homólogo do ano passado.
Desta forma, o Grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão voltou a aproximar-se dos valores reportados há dois anos, antes de a pandemia ter prejudicado os resultados líquidos da empresa jornalística.
De acordo com o “site” da “Meios e Publicidade”, a recuperação do mercado publicitário foi um dos factores decisivos para os resultados agora alcançados pela Impresa, que entre os meses de Janeiro e Junho deste ano registou, aproximadamente, mais 10 milhões de euros de investimento nesta área, em comparação com o período homólogos 2020.
“As lideranças da SIC e do ‘Expresso’ permitiram que a Impresa continuasse a melhorar nos seus resultados”, destacou Francisco Pedro Balsemão. “ O investimento publicitário cresceu depois de um ano muito difícil e a SIC conseguiu captar mais de 50% de quota de mercado publicitário entre os canais generalistas”.
Analisando as fontes de receita do Grupo, o destaque vai para as (chamadas de valor acrescentado), que registaram um crescimento de 38,1%, passando dos 6,8 milhões para os 9,4 milhões de euros.
Igualmente com evolução positiva estiveram as receitas de circulação, bem como o item “Outras Receitas”.
Do lado dos custos operacionais -- sem considerar amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidades em activos não correntes -- houve um incremento de 15,9%, dos 70 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2020 para os 81,1 milhões de euros nestes primeiros seis meses de 2021.
Com os números agora reportados, a Impresa alcançou uma “performance” financeira com evolução positiva já que o EBITDA avança para os 10,9 milhões de euros no primeiro semestre.
Julho 21
Ao nível do endividamento, a Impresa chegou ao final do primeiro semestre de 2021 com uma dívida remunerada líquida de 154,4 milhões de euros, numa redução de 14,7 milhões de euros face ao valor reportado no semestre homólogo em 2020 (169 milhões de euros), um valor que foi apontado como “o mais baixo desde 2005, ano em que a Impresa passou a deter 100% do capital da SIC”.
“Apesar da incerteza relacionada com a pandemia, a Impresa vai procurar reforçar estes bons resultados e a liderança das suas principais marcas, melhorando a sua margem operacional e continuando a reduzir a sua dívida”, afirmou Francisco Pedro Balsemão, comentando os resultados agora apresentados e antecipando o segundo semestre.
O Grupo “prosseguirá, igualmente, o crescimento para novas plataformas, consolidando os projectos lançados, designadamente a Opto e a Advnce, e indo ao encontro de mais e novas audiências através da diversificação do seu portfólio de conteúdos”, apontou, ainda, o CEO da Impresa.
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