… E empresa israelita contratada para vigiar jornalistas
Os países que terão contratado os serviços da empresa israelita NSO Group para vigiar jornalistas, correspondem a territórios com interesse geopolítico para o governo do ex-primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, noticiou o diário “Haaretz”, citado pelo “Público”.
A NSO, recorde-se, terá vendido serviços de espionagem a diversos líderes políticos, que quiseram investigar a actividade de 180 jornalistas, assim como de 600 políticos, 85 activistas de direitos humanos, e 65 empresários.
Ora, de acordo com o “Haaretz”, as datas de actividade da NSO correspondem aos encontros de Netanyahu com os líderes políticos em causa.
No caso da Índia, “os primeiros dados sobre jornalistas surgiram, exactamente, em Julho de 2017, quando Narendra Modi estava a molhar os pés no Mediterrâneo”, ao lado de Benjamin Netanyahu. Esta foi, aliás, a primeira visita de um líder indiano ao Estado hebraico, à qual se seguiram acordos entre as indústrias de segurança dos dois países. Depois, em 2018, foi a vez de Netanyahu visitar a Índia.
Também em Julho de 2017, Netanyahu visitou a Hungria, outra estreia para um primeiro-ministro israelita. “Na Hungria, os primeiros dados foram registados, precisamente, no mesmo dia em que Netanyahu fez a sua primeira visita ao país”.
Julho 21
O jornal “Haaretz” afirma, assim, que “Israel terá trabalhado em modo pró-activo, para conseguir que as empresas de ciberespionagem, em especial a NSO, operassem nestes países, apesar de terem um histórico problemático em questões de democracia e direitos humanos”.
Esta situação foi, entretanto, condenada por diversas organizações de defesa dos direitos dos jornalistas, incluindo os Repórteres sem Fronteiras.
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