… E condena jornalistas a “trabalhos de correcção”
Quatro jornalistas independentes foram condenados, na Rússia, a dois anos de “trabalhos de correcção”, após terem defendido o direito à liberdade de expressão.
Os jovens em causa eram colaboradores do “site” “Doxa”, e tiveram de cumprir quase um ano de prisão domiciliária, após terem publicado um vídeo no qual criticavam a “expulsão e intimidação de estudantes” por participarem em manifestações contra o governo.
Ao abrigo do Código Penal russo, no caso de estarem empregados, os cidadãos condenados a “trabalhos de correcção” têm de pagar uma multa ao governo, correspondente a 20% do seu salário. Em caso de desemprego, terão de desempenhar trabalhos atribuídos pelo serviço prisional.
Os jornalistas foram, ainda, proibidos de utilizar a internet, por um período de três anos.
Em entrevista para o “Guardian”, o fundador do “Doxa”, Armen Aramyan, disse estar aliviado com a decisão do tribunal.
“Estou muito feliz por estar em liberdade. Contava com uma pena pior”, considerou aquele profissional, que poderia ter sido condenado a três anos de prisão.
O “Doxa” começou por ser uma publicação universitária, lançada em 2017, na Escola Superior de Economia de Moscovo (HSE na sigla inglesa). No entanto, este título captou a atenção de diversos leitores, ao expor casos de corrupção e de abuso sexual no contexto académico nacional.
Mais tarde, em 2019, a HSE cortou os laços com a publicação, após alguns dos seus colaboradores terem manifestado o seu apoio à oposição russa.
Abril 22
A condenação destes jornalistas, recorde-se, surge num contexto de agravamento da censura mediática na Rússia, numa altura em que o Kremlin procura omitir a existência de um conflito armado com a Ucrânia.
Além disso, o governo russo criminalizou a “disseminação de notícias falsas”, o que levou a grande maioria dos “sites” independentes, incluindo o “Doxa”, a encerrarem (ou suspenderem) a sua actividade.
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