Conforme afirma ainda, na sua resposta, Pedro Santos Guerreiro, “o Expresso está a investigar a ES Enterprises, a sociedade offshore do Grupo Espírito Santo conhecida como ‘saco azul do GES’ desde que o Público, em 2014, revelou a sua existência”. Portanto, a notícia que motivou o e-mail do Sindicato dos Jornalistas “resulta da investigação autónoma à ES Enterprises, não está enquadrada no consórcio internacional de jornalistas de investigação aos Panama Papers”. 

Sobre a questão do critério seguido quanto à revelação de nomes, diz o director do Expresso:

“O critério editorial do Expresso em relação à existência de jornalistas na lista foi, é e será rigorosamente o mesmo usado em relação a todas as profissões referidas. Retirar qualquer uma delas seria fazer uma diferença de classe.”  (...)  

O critério foi, é e será sempre idêntico em relação à revelação de nomes: só quando o trabalho jornalístico de recolha de fontes, confirmação, contraditório e audição de partes atendíveis o permite, publicamos nomes. De jornalistas ou de quaisquer outras pessoas. Tem sido esse o critério sempre nas investigações em causa: todos os nomes têm sido publicados logo que o trabalho de confirmação esteja concluído, mas nunca antes disso.” 

Pedro Santos Guerreiro reconhece que tem havido “pressões externas para publicação de nomes”, mas acrescenta que “informar com rigor não é publicar listas de nomes, mesmo quando a existência dessa lista esteja confirmada, é analisá-los um a um e fugir à gratuitidade (e irresponsabilidade) de simplesmente arrolar nomes. O Expresso não deixa que os seus critérios editoriais sejam alterados por pressões”. 

A carta do director do Expresso, na íntegra.