Descobrirpress do grupo Impala declarada insolvente
O tribunal judicial da comarca de Lisboa Oeste, juízo de comércio de Sintra, declarou a insolvência da Descobrirpress, revelou a Lusa.
“No tribunal judicial da comarca de Lisboa Oeste, juízo de comércio de Sintra, no dia 04 de Outubro de 2022, ao meio-dia, foi proferida sentença de declaração de insolvência do (s) devedor (es) Descobrirpress – Serviços Editoriais e Gráficos”, pode ler-se no documento.
O tribunal adverte “os credores da insolvente de que devem comunicar de imediato ao administrador de insolvência a existência de quaisquer garantias reais de que beneficiem”. O prazo para a reclamação de créditos foi fixado em 30 dias.
Em Fevereiro de 2021, numa audiência dos trabalhadores do grupo na Comissão de Trabalho e Segurança Social, do Parlamento, “o credor Luís Monteiro Pereira, afirmou que a Impala, dona das revistas Nova Gente e Maria, mantinha “ordenados em atraso” desde 2011 e contava, na altura, com 174 ex-trabalhadores à espera de receber créditos salariais, num valor acumulado de 2,85 milhões de euros”, refere a Meios & Publicidade.
Afirmou na altura que “os referidos trabalhadores estão à espera de receber os créditos salariais, alguns há mais de 10 anos “, salientando que os créditos que a empresa não pagou, rondam os 2,85 milhões de euros.
Na sua intervenção, Luís Monteiro Pereira começou por apontar a transferência “da facturação que é produzida pela empresa base, inicialmente Impala Editores”, que designou por editora, “para outra empresa, que actualmente é a Impala Multimédia.
Trata-se de “uma manobra ilusória”, já que a segunda empresa facturou entre Outubro de 2009 e Dezembro de 2011 “120 milhões de euros sem ter um único funcionário ao seu serviço”, prosseguiu.
Outubro 22
“Os mais de 200 funcionários que a empresa tinha mantiveram-se na editora Impala Editores”, acrescentou.
Existem mais de uma dezena e meia de sociedades à volta desta editora, que “não têm qualquer actividade que não seja prestar serviços entre si, retirando os recursos financeiros à editora e criando uma falsa ideia de debilidade financeira para permitir, com base nisso o recurso ao instrumento PER – Plano Especial de Revitalização”, que a empresa “viu como uma oportunidade para diluir o pagamento das suas dívidas, ou não o fazer de todo”, acusa o representante dos trabalhadores.
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